Cumbucas

Para acender o incenso, escolhemos a forma tradicional da cuia – a cumbuca que cabe na palma na mão. Utilizada desde sempre e por diversas comunidades, a cuia é o primeiro recipiente para a água. Ela abriga os segredos e os ritos das comunidades. O segredo da criação de tudo está dentro de uma cumbuca – que descende imageticamente da cabaça tradicional. Dentro dela está a maioridade espiritual, a ligação entre o céu e a terra e o segredo da construção do mundo. Escolhemos a cuia para ser a morada do pó das ervas sagradas, que serão queimadas e liberarão no ar as suas propriedades espirituais – assim, recriamos o mito e vivemos nosso ritual doméstico e pessoal de ligação com o divino.

A Cabaça

As cabaças fazem parte das matrizes africanas desde sempre: guardam a água e o álcool, o pó e o segredo, as ervas, a cura e o mistério. Dentro delas se entende o mundo e se guarda aquilo que é precioso ou muito forte. Elas explicam o mundo e possuem em si o mistério do renascimento: suas sementes.

Cores

Tudo que existe no mundo vibra na sua própria essência – no sentido de existir e expandir a própria existência. As cores são as memórias das coisas do mundo – e nelas conseguimos, através de associações, encontrar o mundo inteiro. Cada cor e cada memória caminham juntas, trazendo não só propriedades e funções, mas a própria música do ser.

Produção

Cada cumbuca é feita individualmente em cima de uma renda branca, delineando seu próprio contorno em argila branca esmaltada de um lado só. Dentro, a cor e a vida; do lado de fora, a marca da renda, do pano branco da proteção. Depois de secas, passam pela purificação no fogo dentro dos fornos, soando música depois de prontas. Viajam de Belo Horizonte até São Paulo, onde descansam nas mesas dos eventos e nas caixas das encomendas.

 

Produzido por Ateliê Daniele Drummond

Feitos para a alma.

Entregar-se a um banho é abrir o corpo e a alma a uma experiência de cura espiritual, movimentando nosso coração e nos aliviando do peso que acumulamos no dia a dia.

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